quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O APOGEU DO JECA.

Paulo Francis em 1992 se referiu a vitória de Bill Clinton
para a presidência dos EUA como o marco da chegada do
Jeca Tatu no primeiro mundo.Paulo Francis estava certo,
Paulo Francis sempre estava certo.
Se Bill Clinton marca o início do jequismo nos EUA, Ba-
rack Obama certamente marca seu apogeu.Sua eleição
para presidente é um triunfo dos mais servis instintos de
rebanho que uma sociedade em época de crise pode
demonstrar.Quando artistas, jornalistas, esportistas,
músicos, políticos, escritores e a camada mais baixa de
uma sociedade concordam sobre algo ou alguém, quer
dizer que há alguma coisa muito errada acontecendo.A
unanimidade de Obama é o mais forte argumento contra
ele.
O clima de euforia, a esperança de mudança, um líder
carismático, uma crise econômica e um inimigo externo
são os melhores ingredientes para uma sociedade atolar
o pé na lama.A história da humanidade nos mostra que
onde quer que tais condições imperavam, o terreno estava
pronto para um líder político demagogo e oportunista apare-
cer e levar de arrasto séculos de tradições e costumes
adquiridos por um povo.Em tais épocas é sempre melhor
a sociedade ficar com um pé atrás, assumir uma postura
cética e desconfiada, apostar no medo no lugar da espe-
rança.Quando estamos com medo ficamos mais atentos e
alertas e assim fica mais difícil nos passarem para trás.
Por isso que é sempre preferível um presidente como Bush,
impopular, atrapalhado, ignorante, levando sapatadas na ca-
beça do que esse surto de fé sebastianista que levou Obama
ao poder.Com Bush a sociedade americana estava vigilante,
com Obama está de joelhos.
Os EUA sempre se caracterizaram por um forte pragmatismo
na forma como tratam seus políticos, por mais inteligentes e
carismáticos que sejam são tratados como meros burocratas
eleitos para uma função pública.Enxergar em políticos representações
de um ideal, de uma classe ou de um novo mundo é pura bananice
importada da Venezuela ou de Cuba.Esse tipo de coisa fica bem em
tiranias de terceiro mundo como Cuba ou em pessoas como Fabiano
que adoram bajular e servir de testa de ferro de déspotas geriátricos
como Castro(a quem Fabiano e os cubanos chamam carinhosamente
de "Fido"), mas não combinam com democracias civilizadas e sólidas
como os EUA.
Com Obama no poder a melhor contribuição que à América Latina vai
poder oferecer ao mundo civilizado além de drogas, tráfico de armas,
ditadores caudilhistas, prostituição, Lula, vai ser a enorme experiência
que nós temos em bananice e jequismo.Nisso ninguém nos supera,
como povo somos o paradigma universal da falta de jeito para construir
uma organização social que preste.Durante todo século XX tivemos que
aguentar o imperialismo americano e sua mania de ser melhor que nós
em tudo, agora vamos poder dar o troco.Se os americanos querem se
transformar em uma Bolívia Anglo-saxã não vão se sair melhor que nós
nisso, temos 500 anos de prática e conhecimento.
Então Obama, vai uma banana aí?


DIEGO ECHEVENGUÁ QUADRO.